Madrugada de Alfama-Amália Rodriguesmp3下载无损flac下载
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[00:14.93]Mora num beco de Alfama
[00:18.96]e chamam-lhe a madrugada,
[00:23.98]mas ela, de tão estouvada
[00:26.11]nem sabe como se chama
[00:30.10]nem sabe como se chama.
[00:36.87]Mora numa água-furtada
[00:41.76]que é a mais alta de Alfama
[00:45.83]e que o sol primeiro inflama
[00:48.04]quando acorda à madrugada
[00:49.70]quando acorda à madrugada.
[00:53.32]Mora numa água-furtada
[00:58.18]que é a mais alta de Alfama.
[01:02.60]Nem mesmo na Madragoa
[01:04.42]ninguém compete com ela
[01:06.09]ninguém compete com ela,
[01:08.12]que do alto da janela
[01:11.48]tão cedo beija Lisboa
[01:15.38]tão cedo beija Lisboa.
[01:22.21]E a sua colcha amarela
[01:28.17]faz inveja à Madragoa:
[01:31.51]Madragoa não perdoa
[01:34.08]que madruguem mais do que ela.
[01:39.16]E a sua colcha amarela
[01:44.21]faz inveja à Madragoa.
[01:48.62]Mora num beco de Alfama
[01:50.63]e chamam-lhe a madrugada;
[01:55.46]são mastros de luz doirada
[01:57.96]os ferros da sua cama
[02:01.87]os ferros da sua cama.
[02:07.72]E a sua colcha amarela
[02:13.06]a brilhar sobre Lisboa,
[02:16.98]é como a estatua de proa
[02:19.89]que anuncia a caravela
[02:21.70]que anuncia a caravela,
[02:25.09]a sua colcha amarela
[02:30.49]a brilhar sobre Lisboa.
[02:49.48]E a sua colcha amarela
[02:59.73]a brilhar sobre Lisboa.
[03:02.76]